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abril 18, 2004

A não esquecer [3.

Só por má fé ou ignorância se pode pretender reabilitar o colonialismo, defender soluções neo-coloniais e atacar a independência dos povos das colónias.

A paz e o fim da guerra colonial inscreveram-se entre as mais justas, mais necessárias e mais importantes realizações da Revolução de Abril.

A recusa ao adiamento da concretização do direito à independência dos povos das colónias teria significado inevitavelmente a continuação da guerra e mais sofrimentos para o povo português.

As principais responsabilidades pelos dramas posteriores ao fim da guerra têm de ser assacadas ao regigme fascista e à guerra que, com o apoio dos Estados Unidos, foi movida contra os novos Estados independentes e as suas opções soberanas.

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Publicado por rpx às abril 18, 2004 10:29 PM

Comentários

Concordo só em parte com o exposto e pela seguinte razão. Sendo Portugal quem tomou a iniciativa de parar os combates contra os movimentos de libertação que operavam nas ex-colónias a partir da vontade de lhes conceder a independência, só tinha que definir inteligentemente as regras da transição. E esta seria feita por fases e na salvaguarda quer dos interesses dos colonos residentes quer no interesse dos respectivos povos. Como tudo foi feito abruptamente o que é que acabou por acontecer. Aquilo que todos nós sabemos. Sobretudo em relação a Angola um dos territórios mais ricos de África, além de se ter propiciado a destruição dos bens deixados pelos colonos, destruiram as fontes de riqueza e hoje ainda se morre da forma mais primária numa civilização, de fome.

Publicado por: congeminações às abril 19, 2004 09:47 PM